"Um Amor", de Nuno Júdice

Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua, ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.

7 comentários:

  1. É lindo!!!!
    Adoro-te Ana Oliveira*

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  2. eu tinha-te avisado Margarida Ventura :)

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  3. Pois tinhas. Mas já sabes que, tudo o vem de ti, nem que seja apenas um sorriso, eu adoro!
    :)

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  4. Não sou nada.
    Eu sempre ouvi dizer que as verdades são para se dizer, e quem diz as verdades não merece castigo, por isso, não me castigues!!!
    Eu também TE AMO

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  5. tens razão mas neste caso qual é a verdade que estas a dizer? I LAIKE IU (linguagem parola ahahahah)

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  6. A verdade que estou a dizer, é que te adoro até ao fim!

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"o espelho da minha alma são as palavras, deixa aqui as tuas para eu descobrir um pouco mais sobre ti"